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Manual do proprietário do imóvel: como elaborar?

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Manual do proprietário do imóvel: como elaborar?

A etapa de pós-venda de um imóvel é essencial para garantir a satisfação dos clientes e o sucesso do empreendimento. Com os prazos apertados para a entrega do produto, muitos profissionais encontram dificuldades em concluir essa etapa com sucesso, causando o descontentamento dos clientes. O fato é que existe um item imprescindível que qualquer construtor deve prestar atenção e realizar com cautela: o manual do proprietário.

Responsável por orientar o cliente sobre todas as informações relevantes do imóvel adquirido, esse documento oferece segurança para a construtora e, é claro, para o novo proprietário. Isso porque ele apresenta todos os dados em relação à manutenção, infraestrutura e garantias do empreendimento.

Desenvolvemos este artigo com as principais informações sobre o manual do proprietário, compartilhando dicas essenciais para você montá-lo com qualidade e segurança. Acompanhe!

O que é o manual do proprietário?

Uma coisa é certa: não é possível criar um bom manual sem conhecer suas definições. Como comentamos, ele é um documento que apresenta informações relevantes sobre o imóvel adquirido. Nele, é fundamental constar dados sobre a infraestrutura, localização e melhores práticas de uso para conscientizar o proprietário sobre a sua compra.

O manual é um passo fundamental na etapa de pós-venda. Afinal, quando o cliente o recebe, percebe que a construtora está preocupada com a qualidade de vida que ele terá em sua nova casa. Além disso, por esclarecer quais são as garantias previstas e oferecer dicas de manutenção, a segurança é reforçada e a relação entre empresa e cliente é fortalecida.

Qual a importância do manual do proprietário?

Como você deve ter percebido, o manual do proprietário oferece uma série de seguranças para o cliente e para a construtora. A principal delas diz respeito à área jurídica após a entrega do produto. Isso porque ele deve apresentar as regras de uso do edifício a fim de garantir a sua durabilidade.

É responsabilidade do manual informar a frequência de limpeza das esquadrias, bem como a manutenção do silicone do box do banheiro e a durabilidade de uma porta, por exemplo. Isso diminui os riscos jurídicos para a empresa e oferece mais qualidade para o cliente, que minimiza a quantidade de reclamações.

Como fazer um manual do proprietário?

Diante de tamanha importância, é natural refletir sobre a grande questão: “afinal, como é possível montar um manual detalhado?”. A dica mais importante que compartilhamos com você é seguir a norma NBR 14037. Afinal, ela é a responsável por definir o conteúdo mínimo que deve estar presente no documento.

De acordo com a norma, o manual precisa apresentar uma introdução com a estrutura do conteúdo e um índice sobre as categorias abordadas. No entanto, destacamos que o formato varia conforme a complexidade do edifício, sendo que existem modelos que dividem o conteúdo a partir do perfil do cliente ou, ainda, de acordo com os sistemas específicos do empreendimento.

Além de seguir a norma à risca, você precisa tomar muito cuidado para elaborar um documento que seja acessível a todos. Em outras palavras, deixar de fora o “juridiquês” e investir em uma linguagem simples é fundamental para garantir a implementação de todas as regras de uso.

A seguir, você pode conferir as melhores dicas para preparar um manual eficiente e compreensível. Confira!

Envolva a equipe de pós-venda na elaboração do manual

Muitos engenheiros esquecem de envolver a equipe de pós-venda na elaboração do documento. Esse erro ocasiona consequências graves para a satisfação do cliente e segurança jurídica da empresa. Afinal, ao incluir esses profissionais na produção, é possível identificar todos os problemas que já ocorreram em outros empreendimentos, poupando dores de cabeça.

É possível envolver a equipe já na definição do projeto, para que todos estejam cientes de como a construção ocorrerá, elencando possíveis falhas que podem ser reforçadas no manual. Dessa maneira, o documento orienta os proprietários sobre a utilização correta do ambiente para diminuir a quantidade de manutenções, por exemplo.

Conheça a localização e características do imóvel

Essas informações são fundamentais para identificar quais itens precisam ser salientados no documento. Um dos exemplos mais clássicos são empreendimentos próximos à praia: não é novidade que eles demandam mais cuidado com problemas de corrosão, certo? Afinal, materiais metálicos tendem a apresentar uma vida útil menor quando estão em contato com a maresia.

Por outro lado, conhecer as características do edifício é fundamental para prever futuras manutenções e incluí-las no manual. Por exemplo, quando o imóvel é revestido por pastilhas, uma correção preventiva a cada dois ou três anos impede o seu descolamento. Ao informar os clientes sobre essa necessidade, você evita uma série de reclamações e insatisfações.

Busque orientação jurídica

A orientação jurídica é uma das partes mais importantes na elaboração do seu manual. Isso porque com o aumento dos processos na área da construção civil, ter um especialista que faça uma revisão técnica previne a construtora contra diversas ações judiciais que se tornam prejudiciais a curto, médio e longo prazo, além de impactar no seu rendimento financeiro.

Assim, ainda que tenha um custo inicial alto, contratar um profissional de qualidade que realize essa revisão torna-se um grande auxílio no futuro, evidenciando uma série de brechas e erros que poderiam trazer consequências para o seu negócio.

Existem informações sobre as instalações que precisam estar no manual?

No início deste artigo explicamos que quanto mais acessível é o manual, mais eficaz ele se torna, certo? No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre quais informações realmente precisam constar para que ele se torne eficiente. A nossa dica para elaborar um bom documento é dar preferência aos dados sobre o condomínio.

Em outras palavras, todas as informações que se referem ao uso dos ambientes coletivos e privados, bem como às regras de manutenção e cuidado para aumentar a vida útil dos materiais devem estar presentes no documento. Isso garante a conscientização dos clientes sobre as normas de utilização.

Nos tópicos a seguir, você pode conferir quais são os dados mais importantes que não podem faltar no seu manual:

  • Especificar sobre a pintura do edifício e a manutenção das pingadeiras, identificando a importância da limpeza da fachada e elencando os materiais que não podem ser utilizados;
  • itens que apresentam o uso correto dos aquecedores de passagem a gás, mostrando quais podem ser utilizados e qual a pressão disponível no sistema;
  • itens que explicam como deve ocorrer a manutenção de ralos para evitar entupimentos e vazamentos;
  • identificar a vida útil das esquadrias e banheiros com silicone, informando sobre a sua vedação;
  • itens que explicam como deve ocorrer a limpeza de calhas do edifício e sua periodicidade;
  • termo de garantia, informando sobre os prazos de ressarcimento, assistência e condições para perda;
  • memorial com dados escritos e ilustrativos sobre o imóvel, especificando a carga das estruturas e a capacidade do circuito elétrico;
  • itens que esclareçam a relação da construtora com os fornecedores, determinando o contrato e a responsabilidade de ambas as partes.

A elaboração do manual do proprietário é uma das etapas mais importantes após a entrega do imóvel. Afinal, esse documento garante a segurança do cliente e da empresa ao esclarecer todas as regras de uso dos ambientes, determinando a responsabilidade que cada parte deve ter para a boa manutenção do edifício, tanto das áreas comuns quanto das áreas privativas.

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