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Aproveitamento de água da chuva: sinônimo de sustentabilidade

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Que a água é um recurso finito e em escassez, todos nós já ouvimos falar, certo? A falta e o desperdício dos recursos hídricos é uma realidade enfrentada mundialmente, e cada vez mais nos deparamos com os efeitos colaterais provenientes do mal uso deste recurso, sobretudo Brasil afora.

O debate sobre preservação ambiental, a crise hídrica e reutilização de recursos naturais são frequentes e, para se ter uma ideia, em um país como o Brasil, conhecido pela abundância de água, 41% das cidades sofrem com a falta ou abastecimento de água, segundo pesquisa recente do IBGE.

Buscando solucionar o problema da escassez de água, vários países estão correndo contra o tempo para implementar projetos eficientes. 

Sustentáveis e inovadoras, estas medidas aparecem nas mais variadas soluções que, entre elas, encontramos a utilização de sistemas de aproveitamento de água da chuva conquistando espaço em projetos de construção civil.

Esses sistemas utilizam reservatórios que servem para coletar e armazenar águas pluviais. Mesmo sendo utilizável para fins não-potáveis, o uso da água captada pelo sistema contribui muito contra o desperdício, já que ações como lavar o carro e calçadas, dar descarga, regagem de plantas utilizam essa água, poupando a potável.

Quer saber mais sobre isso? Confira com a gente este conteúdo! Boa leitura!

Quais são os modelos de sistema de aproveitamento de água da chuva mais adequados?

Os reservatórios de água da chuva, que captam, armazenam e conservam as águas pluviais estão disponíveis no mercado em diversos tipos. Entre os diversos tipos de cisternas de captação, os residenciais são os que garantem maior aderência e aprovação do mercado, devido à eficiência e à expressiva economia na conta de água.

Antes da escolha do tipo de cisterna, é preciso avaliar o volume de água que se pretende armazenar e o local onde se pretende instalá-la, bem como ficar atento a algumas normas que regulamentam a instalação e utilização desses reservatórios. Podemos encontrar, de forma geral, três tipos de cisternas:

  • Cisterna de alvenaria: feita com tijolos e argamassa, este tipo de cisterna geralmente é enterrado no solo;
  • Placas: montada com placas de cimento pré-moldado e argamassa, assemelham-se muito às cisternas de alvenaria. Tanto as cisternas de alvenaria quanto as de placas pré-moldadas costumam exigir manutenções mais frequentes com o passar do tempo;
  • Pré-fabricada: produzida a partir de polietileno de média e alta resistência, são fortemente indicadas para residências, no entanto encontram-se disponíveis atualmente no mercado em diversos tamanhos, podendo inclusive, serem instaladas em série, aumentando a capacidade de armazenamento rapidamente.

Mas, antes de definir o modelo, é preciso realizar um projeto para definir os pontos fundamentais da instalação, como, a forma que a captação da água da chuva será feita, o lugar ideal para coletar a maior quantidade de água possível e as modificações necessárias no telhado para otimizar o escoamento.

Para isso, criou-se em 2007 a NBR 15527, regulamentando a instalação e utilização de reservatórios de águas pluviais, sobretudo, a distinção entre o sistema de captação e distribuição da água da chuva  do sistema de abastecimento de água potável, que precisa ser diferente.

Leia também: Net Zero Water: como aplicar?

Composição do sistema de aproveitamento de água da chuva

Todos os sistemas de aproveitamento da água da chuva são compostos por filtro, freio d’água, sifão ladrão, boia flutuante, bomba e cisterna, funcionando da seguinte maneira:

A água coletada é conduzida para um filtro,  responsável  por  eliminar  mecanicamente  as impurezas, principalmente as sólidas, como folhas e galhos de árvores. Já o freio d’água impede que a entrada de água na cisterna agite o conteúdo do reservatório, misturando as partículas sólidas depositadas no fundo. O excesso de água flui de um sifão ladrão para as galerias de águas pluviais, e a bomba retira a água para ser utilizada de acordo com a necessidade.

A NBR 15527 determina que a água seja sempre coletada do telhado e não do chão, pois isso evita o contato com excesso de bactérias, metais pesados e fluidos.

Outro ponto importante diz respeito à qualidade da água armazenada. É recomendado que a cisterna seja instalada debaixo da terra, onde há pouca variação de temperatura e bloqueio da entrada de luz, impedindo a proliferação de algas. 

Também é preciso verificar a impermeabilidade e resistência a vazamentos, para evitar que a água armazenada seja prejudicada e comprometa a estrutura da instalação.

Como funciona a manutenção do sistema?

A manutenção das cisternas devem seguir o padrão estabelecido pela NBR 15527. A norma determina limpezas mensais para bombas e dispositivos de descarte, escoamento e desinfecção, semestrais para calhas, condutores verticais e horizontais e anual para o reservatório.

É importante que a limpeza seja feita sem produtos nocivos à saúde humana, porém, caso sejam utilizados, é necessário cuidar para que não restem resíduos que possam comprometer a qualidade da água.

Vale lembrar que a qualidade da água deve ser inspecionada por um profissional habilitado, e precisa seguir os padrões estabelecidos pela norma.

Saiba mais: Projeto Hidrossanitário e de Drenagem: os 7 erros mais comuns

Quais são as vantagens de utilizar o sistema de aproveitamento de água da chuva?

A coleta de água da chuva tem muitas vantagens, mas o principal é que é uma prática de gestão sustentável da água que pode ser implementada por qualquer pessoa em muitos níveis diferentes, desde um simples barril de chuva até um sistema abrangente de coleta de água da chuva que se integra a um sistema de irrigação ou encanamento doméstico.

Mas as vantagens que mais se destacam são:

  • Representa uma economia de 50% na conta de água;
  • É uma atitude ecologicamente responsável que permite o aproveitamento da água da chuva em vez de utilizar o precioso recurso hídrico potável;
  • Ajuda em tempos de crise hídrica;
  • Esse tipo de sistema é fácil de manter, pois são baseados em tecnologia simples; 
  • O aproveitamento da água da chuva nos permite utilizar melhor um recurso de energia. Isso porque a água potável não é facilmente renovável e ajuda a reduzir o desperdício;
  • É possível criar uma cultura de sustentabilidade ecológica nas construções, o que acaba garantindo uma cisterna em cada casa  ou apartamento construído no futuro;
  • Ajuda a conter enchentes ao armazenar parte da água que poderia parar em rios e lagos;
  • É uma excelente fonte de água para plantas e irrigação paisagística, uma vez que não possui produtos químicos como flúor e cloraminas (cloro).

Leia também: Quais são os principais selos de sustentabilidade na construção civil?

Claro que as vantagens não param por aí, existem diversos motivos pelo qual vale a pena aproveitar a água da chuva, não somente para as construções, mas em qualquer tipo de empreendimento.

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