Impermeabilização: por que a sua obra precisa?

Impermeabilização: por que a sua obra precisa?

Nós sabemos que assistência técnica no pós-obra é sempre uma dor de cabeça! De acordo com a pesquisa Cenário Construtivo Brasileiro, tanto em 2019, quanto em 2020, infiltrações e fissuras lideraram os motivos de chamados para manutenção. Uma das grandes aliadas para evitar esse tipo de problema é a impermeabilização. 

Por isso, nesse conteúdo vamos te explicar mais sobre esse processo, que é responsável por proteger as áreas de maior exposição às mudanças climáticas e umidade, evitando os incômodos para os futuros moradores e também para as construtoras.

 

Por que a impermeabilização é importante?

Que projetos são essenciais para uma boa obra, não é nenhuma novidade. Só que, além dos projetos como os estruturais, hidrossanitários e elétricos, o de impermeabilização é fundamental e evita muitos problemas futuros. É importante que ele seja desenvolvido juntamente com os outros projetos, principalmente quando envolve a previsão das áreas úmidas e das áreas ao ar livre!

Impermeabilizar nada mais é do que selar, proteger os materiais porosos da passagem e absorção de água e vapor. É justamente essa selagem que evitará que a edificação sofra com patologias como rachaduras, fissuras, infiltrações e mofo.

Essa “camada” protetora feita pela impermeabilização, também prolonga a vida útil do empreendimento, permitindo que as manutenções sejam feitas de maneira mais espaçada. Obviamente, isso não significa que as manutenções adequadas não sejam realizadas!

Além disso, falando de normativas, a NBR 9575 de 2010 traz as informações necessárias relativas ao projeto de impermeabilização e os requisitos que devem ser atendidos para um ambiente seguro e saudável para o usuário, com as garantias de estanqueidade necessárias. 

 

Leia também: Teste de estanqueidade: o que é, por que realizar e o que diz a NBR 15.571?

 

O que deve ser impermeabilizado? 

Agora que você já sabe porque a impermeabilização é tão importante para a durabilidade do seu empreendimento e até para evitar prejuízos e danos futuros, preparamos uma lista com alguns exemplos de locais que precisam de atenção durante seu projeto.

  • Áreas expostas a parte externa e que recebem a incidência de água ou chuva, como: telhados, coberturas, lajes, terraços, sacadas, paredes, peitorais, esquadrias e soleiras. 
  • Componentes do sistema hidráulico como: caixas d’água, piscina, reservatórios, calhas e tubulações industriais.
  • Componentes que façam contato direto com o solo como: fundações, pisos e baldrames.
  • Paredes e pisos de áreas molhadas como: cozinha, banheiro, áreas de serviço e saunas. 

 

Quais os tipos de impermeabilização?

Como você pode perceber, a lista de componentes que devem ser impermeabilizados é bastante variada. Por isso, é importante ter atenção na hora de escolher o tipo de impermeabilizante que será usado. As características de cada material são diferentes, dessa forma, necessitam também de impermeabilizações diferentes. 

Fazer a impermeabilização do tipo inadequado, além de não evitar danos futuros como esperado, pode gerar ainda mais complicações. A classificação dos tipos de impermeabilização é divida em duas:

  • Rígida: é indicada para as áreas que não são expostas às condições climáticas e variações de temperatura, que por consequência, provocam maior movimentação entre dilatação e retração dos materiais. Justamente por essa movimentação, que a impermeabilização rígida não deve ser adotada nesse tipo de ambiente. Sua base é a partir de aditivos químicos ou de membranas de impermeabilização.
  • Flexível: é indicada para para todas as outras áreas. Sua composição é muito mais elástica e maleável, então se adequa aos movimentos dos materiais, mantendo a proteção adequada. Os dois tipos mais comuns utilizados são as mantas e as membranas moldadas no local.  

 

Materiais e sistemas de impermeabilização

Existem diversos sistemas de impermeabilização disponíveis e a escolha depende muito das propriedades da superfície se baseando na adequação a uma impermeabilização flexível ou rígida.

Alguns dos exemplos de técnicas são:

  • Argamassa polimérica
  • Selantes
  • Emulsão asfáltica
  • Manta Asfáltica
  • Hidrofugante 
  • Membrana Acrílica
  • Membrana de Poliuretano

Cada uma possui suas particularidades, por isso, é importante que a técnica que será utilizada seja prevista na fase do projeto, com o acompanhamento de um especialista, evitando inclusive gastos desnecessários com compras de materiais. 

Independente da técnica escolhida, o uso de produtos de qualidade e adequados à superfície é essencial para o sucesso da impermeabilização. Existem, atualmente, diversos fornecedores e diferentes propostas de materiais, como a Vedacit e a Biomassa do Brasil, empresas com quem gravamos episódios do nosso podcast para você. 

 

Afinal, quanto vou gastar para impermeabilizar minha edificação? 

Essa é uma ótima pergunta, até porque, não existe uma resposta padrão para ela! Justamente por todas essas particularidades que já citamos, como a escolha da técnica, do material, do tipo de impermeabilização e das áreas do seu empreendimento, não é possível que nós passemos para você um valor preciso nesse conteúdo. Então, nossa resposta seria que depende de todos esses fatores que citamos. 

De qualquer forma, os custos com a impermeabilização tendem a compensar em relação aos danos, patologias e manutenção pós-obra que você pode sofrer no futuro. Sem contar nos danos a imagem da sua empresa, que pode acabar ficando com fama de entregar um serviço de baixa qualidade pelos consumidores, que serão diretamente afetados pela falta da impermeabilização. 

Esperamos que esse conteúdo tenha sido útil para você! Não deixe de compartilhar e se inscrever na nossa newsletter aqui embaixo para receber mais conteúdos como este!

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