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BIPV: Painéis Solares Integrados na Construção

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BIPV: PAINÉIS SOLARES INTEGRADOS NA CONSTRUÇÃO

BIPV: Painéis Solares Integrados na Construção

Somos movidos por energia e, assim, também são nossas edificações. A dependência da eletricidade é constante: utilizamos para nos comunicar, locomover, enxergar, aquecer, resfriar… enfim, para uma infinidade de necessidades. Portanto, a demanda de energia é alta e muitos dos recursos são finitos, ou simplesmente causam um grande impacto ao meio ambiente.

Neste contexto a energia solar fotovoltaica ganha destaque, trazendo inovações para o mercado de geração e consumo de energia, uma delas é os painéis solares integrados na construção, ou BIPV (Building Integrated Photovoltaics).

Essa tecnologia está no mercado há alguns anos, mas recentemente ela cresceu muito no Brasil. Isso ocorre por incentivos de financiamentos, facilidade na importação dos módulos e sistemas, especialização de profissionais e mão de obra.

O alto índice de construções verticalizadas nos centros urbanos era um obstáculo para alcançar um ganho energético eficiente por meio do sistema fotovoltaico. Geralmente, seus módulos são aplicáveis na cobertura, próximos da horizontal, para melhor aproveitamento da luz solar.

Com o avanço da tecnologia, a energia fotovoltaica tem investido em soluções de painéis solares integrados na construção, ou BIPV – do inglês, Building Integrated Photovoltaics. Atendendo um novo mercado no país.

Para saber mais sobre esse tipo de energia, acesse nosso ebook: Energia Solar Fotovoltaica: o que é e como economizar com ela? 

A seguir, te mostraremos as opções de BIPV mais modernas que existem no mercado brasileiro, onde destacamos uma empresa brasileira no cenário mundial. Boa leitura!

Opções de BIPV no mercado nacional

  1. Módulo Solar de Película Fina

Esse painel solar chegou ao Brasil pela empresa alemã Calyxo. Sua estética é ideal para fachadas, trazendo um acabamento polido. Pode ser usado como revestimento em paredes externas do imóvel ou como vidro – não translucido.

A película fina é de telureto de cádmio (CdTe) – um resíduo da indústria de mineração, retirado do meio ambiente. O painel se torna excelente para fachadas, pois trabalha muito bem com a luz difusa, refletida pelo seu entorno, garantindo a produção de energia mesmo com alta incidência de sombra.

BIPV: PAINÉIS SOLARES INTEGRADOS NA CONSTRUÇÃO

  1. Vidro Translúcido Fotovoltaico

Em termos de estética, é a solução de menos impacto para BIPV. O vidro fotovoltaico, da empresa Onyx Solar, é de silicone amorfo e oferece um desempenho superior sob condições difusas de luz – no caso de dias nublados. A capacidade de geração, indicada pela potência nominal em Wp, varia de acordo com o grau de transparência do vidro – quanto mais opaco, maior sua potência.

Uma de suas vantagens é a substituição dos vidros comuns pelos fotovoltaicos, o que gera economia de material na edificação e fornece luz natural, mantendo a vista desobstruída. Esse módulo ainda desempenha para a edificação características para o conforto térmico, com propriedades energeticamente eficientes – fator U, Fator Solar/SHGC, filtro IR e UV,  e performance acústica.

A desvantagem se dá a vida útil de geração de energia ser menor que outros módulos.

Exemplo parede cortina:

BIPV: PAINÉIS SOLARES INTEGRADOS NA CONSTRUÇÃO

Exemplo Fachada Ventilada:

BIPV: PAINÉIS SOLARES INTEGRADOS NA CONSTRUÇÃO

Confira nosso post sobre painéis solares invisíveis.

  1. Módulo Opaco Colorido

Os painéis de tecnologia suíça Kromatix são produzidos e comercializados pela Emirates Insolaire, em Dubai, mas já está presente no cenário brasileiro. Esses módulos são opacos e possuem uma variedade de cores, transformando as fachadas de edifícios com um design inovador. Além da estética diferenciada, a sua potência nominal é relativamente alta se comparado a outras soluções de BIPV.

 

placa opaca colorida

  1. Fitas Adesivas Orgânicas (OPV)

A Sunew – empresa solar brasileira – é pioneira em tecnologia de fitas adesivas orgânicas no Brasil e retêm a maior capacidade instalada para produção do mundo.

A utilização de placas rígidas de silício amorfo ainda está em maioria no mercado, constituindo a primeira geração de energia fotovoltaica. A segunda geração se dá pelos filmes finos, fabricados ainda por silício amorfo ou telureto de cádmio (substância tóxica).

Já os OPVs, no lugar de minerais ou compostos tóxicos, utilizam materiais orgânicos, sintetizados em laboratórios, abundantes na natureza.

A fabricação por impressão tem baixa demanda energética – apenas 1.4 MJ/Wp contra 24.9 MJ/Wp para painéis de silício – e a mais baixa pegada de carbono dentre as tecnologias tradicionais – emite de 10 a 20 vezes menos.

Esses fatores tornam essas fitas a opção mais sustentável entre todas as alternativas de geração fotovoltaica. Confira outras considerações do OPV:

 

  • Consegue uma melhor absorção da luz em diferentes condições de irradiação – ideal para BIPV em contextos urbanos com insolação indireta;
  • Conforto térmico e transmitância luminosa – bloqueia espectros infravermelho e ultravioleta, o que reduz a carga térmica do ambiente;
  • As fitas têm vida útil de 15 anos e por ser uma tecnologia bem recente o payback não é vantajoso, quem opta por essa tecnologia busca principalmente sustentabilidade, pontos em certificações, flexibilidade, design customizável e inovação.

 

Sua aplicação para BIPV pode ser feita por dois métodos: instalando o vidro com o OPV já integrado ou a fita adesiva sob vidro já instalado – aplicados em edifícios já existentes.

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  1. Módulo de Vidro Ultrafino

Produzido em Dubai, pela Almaden, o módulo de vidro ultrafino permite até 35% da passagem de luz, ideal para aplicar em coberturas de BIPV. Ele adequa-se facilmente na arquitetura, por ser flexível e sem moldura.

Esse modelo se diferencia dos outros por conter vidro duplo (2mm+2mm), oferece uma maior resistência e a promessa de garantia estendida de 30 anos de geração linear – geralmente são oferecidos 25 anos.

A tecnologia empregada é monocristalina, o que acaba limitando a sua aplicação apenas em coberturas, não sendo muito indicado em fachadas por reduzir significativamente seus ganhos energéticos.

BIPV: PAINÉIS SOLARES INTEGRADOS NA CONSTRUÇÃO

Ao utilizar os painéis solares integrados na construção, ou BIPV, além de ajudar o meio ambiente, você garante alguns benefícios como por exemplo: superfícies disponíveis para a instalação, fácil de integrar em diversos locais, e é uma opção mais eficiente para a captação de energia solar. Por isso, aposte nessa tendência em seus próximos projetos.

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