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O que esperar da construção civil em 2021?

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O ano de 2020 começou a todo vapor! Janeiro e fevereiro bombaram. Coronavírus, aquecimento das vendas e alta de quase todos os insumos na reta final do ano. O ano de 2020 foi de fortes emoções, mas o que será que podemos esperar da construção civil em 2021?

Pedimos para o Cristiano Schneider, CEO da Thórus, nos contar o que ele espera para a construção civil em 2021, considerando sua experiência de mais de 15 anos na construção civil e o que tem acompanhado do movimento de diversos clientes e parceiros.

Abundância de dinheiro

Um dos grandes responsáveis pelo aquecimento da construção civil esse ano foi a disponibilidade de recursos para investir. A taxa Selic à 2% e os juros da renda fixa pagando menos de 5% ao ano fazem com que os investidores busquem o mercado real para colocar o dinheiro, facilitando a captação de recursos.

A tendência é de que os juros continuem baixos no próximo ano, e também nos seguintes, mesmo com a aceleração da inflação. Isso manterá a entrada de recursos de investidores na construção civil em 2021.

Inflação dos insumos

O aço dobrou, cimento aumento 50%, tijolos 30%. Esse final do ano pressionou bastante o custo da construção. O aumento de demanda, aumento do dólar, no meio de várias restrições na cadeia de produção e entrega por causa do Covid 19, fizeram os preços subirem bastante.

Em 2021 teremos dois desses fatores com tendência de queda:

Queda do dólar em relação ao real

Temos algumas forças neste sentido. Real foi a moeda que mais se desvalorizou em 2020 e devemos ter uma correção natural. A vitória do Biden promete imprimir ainda mais dinheiro, aumentando a base econômica do FED, diminuindo a força do dólar no mundo

Ainda temos uma tendência de estabilidade política no Brasil no primeiro semestre do 2021, principalmente por não ser um período eleitoral.

Quebra na cadeia de produção

Praticamente todos os fornecedores da construção civil já voltaram a capacidade de produção e entrega de antes da crise. Ainda com alguns movimentos de importação de insumos pelas construtoras devem equilibrar em parte a oferta dos recursos.

Porém temos uma grande força que manterá os preços altos, o aumento da demanda por recursos.

O número de obras em 2021 deve aumentar consideravelmente, a maior parte das construtoras têm metas muito agressivas para 2021.

As obras de infraestrutura planejadas para 2020 ficaram para 2021. A Lei de 2016, que permite investimentos públicos privados em obras de infraestrutura, deve fazer grande efeito em 2021. Isso, somado ao apetite de investidores externos pelos países emergentes, deve trazer grandes recursos para o Brasil e aumentar ainda mais a demanda por aço e cimento.
Ainda temos o aumento de demanda de comodities de países como a China, aumentando o preço do minério de ferro, que provavelmente será repassado para o aço.

Consumidor final

Acredito que esse seja o grande desafio da construção civil em 2021. Os juros nos menores patamares da história facilitam a aquisição de imóveis pelas pessoas, o que deve manter as vendas em patamares altos em 2021. Porém, o desemprego em alta e os setores de serviço e varejo que espalham o dinheiro pela economia em baixa, são pressões que fazem com o número de pessoas que possam comprar um imóvel não cresça

Se isso não for resolvido, será um fator que dificultará o crescimento das vendas de imóveis nos próximos anos.

O crescimento do varejo e serviços deve retornar forte após a vacinação, que tudo indica que deve ser resolvida em boa parte da população no primeiro semestre.

Resumindo, devemos ter um cenário positivo em 2021 para captação de recursos e vendas, com o desafio da inflação dos insumos, principalmente concreto e aço, o que pode dificultar para as construtoras de produtos que tem teto de valor venda para se encaixar nos programas do governo de financiamento.

Outro ponto que as construtoras já vêm enfrentando é a inflação na compra dos terrenos, que deve se manter alta, com players de outros setores vindo investir no mercado imobiliário.

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